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CPI da Procempa: Prestadora de serviços depõe e Giorgia permanece em silêncio

A última reunião do ano da CPI da Procempa, nesta quinta-feira (19/12) contou com o comparecimento de duas convocadas - Miriam Linera, proprietária da Criasom, e Giorgia Ferreira, ex-diretora administrativa da Procempa. Enquanto a empresária depôs a respeito dos serviços que prestou à Procempa, à Prefeitura e também a campanhas políticas, Giorgia optou por permanecer em silêncio.

Ãltimos depoimentos do ano
A última reunião do ano da CPI da Procempa, nesta quinta-feira (19/12) contou com o comparecimento de duas convocadas - Miriam Linera, proprietária da Criasom, e Giorgia Ferreira, ex-diretora administrativa da Procempa. Enquanto a empresária depôs a respeito dos serviços que prestou à Procempa, à Prefeitura e também a campanhas políticas, Giorgia optou por permanecer em silêncio.

No primeiro depoimento da manhã, Miriam Linera confirmou a realização de eventos para diversas secretarias do Município, prestando serviços de sonorização. Segundo ela, a Procempa efetuava pagamentos, em depósitos em conta. Questionada pelo vereador Clàudio Janta, do Solidariedade, ela negou ainda que houvesse envolvimento da Associação de Funcionários da Procempa (AFP) nos repasses.

Um dos pontos mais polêmicos da participação da empresária foi em relação a serviços prestados para o convênio firmado entre o Ministério da Justiça, a Prefeitura de Porto Alegre e o Instituto Ronaldinho Gaúcho, quando sua empresa, a Criasom, perdeu a tomada de preços para a concorrente Gloss e, assim mesmo, foi contratada pela vencedora para a prestação do serviço. Na tomada de preços a empresa da depoente teria orçado um valor de R$ 89 mil, contra os R$ 80 mil da empresa vencedora. De acordo com Miriam, o valor pedido pela Gloss correspondia ao custo total do evento, ficando a sonorização a cargo da Criasom.

O segundo comparecimento foi o da ex-diretora administrativa da Procempa, Giorgia Ferreira, um dos nomes mais citados da CPI. Acompanhada pelo seu advogado, Lúcio Santoro de Constantino, Giorgia apresentou um habeas corpus preventivo, garantindo o salvo conduto e o direito ao silêncio.

O vereador Clàudio Janta chegou a realizar perguntas à ex-diretora, inquerindo se ela chegou a sofrer alguma ameaça e qual era o alcance de seu poder dentro da empresa, uma vez que seu nome foi citado na maioria dos depoimentos dos funcionários e diretores da companhia. Ainda assim, Giorgia Ferreira preferiu não se manifestar.

Ainda são esperados novos depoimentos na CPI da Procempa. As oitivas serão retomadas no dia 5 de fevereiro de 2014, dentro do prazo regimental para a conclusão dos trabalhos da comissão.

Texto: Andréia Sarmanho (reg. prof. 15592)

Fotos: Cintia Rodrigues

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