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Câmara discute carga horária nas escolas municipais com secretário da SMED

O vereador Clàudio Janta defendeu a política educacional da nova administração, que prevê quase 30% a mais de tempo entre aluno e professor e lembrou que Porto Alegre está com desempenho escolar inferior a diversas Capitais.

Educação em debate
O vereador Clàudio Janta defendeu a política educacional da nova administração, que prevê quase 30% a mais de tempo entre aluno e professor e lembrou que Porto Alegre está com desempenho escolar inferior a diversas Capitais.

Na quarta-feira (1º/3), a Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu o secretário municipal de Educação, Adriano Naves de Brito, para debater as mudanças no tempo dos períodos de aula do Ensino Fundamental previstas em decreto. Antes os alunos tinham cinco períodos diários de 50 minutos, com exceção da quinta-feira, quando a aula era encerrada às 10 horas para reunião pedagógica. O novo governo municipal determinou que, a partir deste mês, haja cinco períodos de 45 minutos, diariamente, e, durante as reuniões, os alunos fiquem com o professor auxiliar. Professores lotaram as galerias do plenário para pedir a revogação do decreto.

O secretário destacou como funcionará o novo cronograma, esclarecendo os questionamentos do decreto e o momento da educação na Capital. Segundo ele, o objetivo da gestão da Smed é focar em novas diretrizes para a organização da rotina diária nas escolas da rede pública de Porto Alegre. “Os alunos terão aumento de 27,8% (três horas e 45 minutos) do tempo em sala de aula com os professores. Já a carga horária dos professores terá ajuste de apenas 1,27% (15 minutos) a mais por semana. É uma organização da rotina onde o aprendizado é a prioridade.”

Líder do governo na Câmara, o vereador Cláudio Janta defendeu a política educacional da nova administração. Ele lembrou que Porto Alegre está com desempenho escolar inferior a cidades como João Pessoa (PB), Manaus (AM), Terezina (PI), Palmas (TO), Cuiabá (MT), Macapá (AP) e Rio Branco (AC).

O MEC diz que os resultados em Português e em Matemática dos alunos de Porto Alegre são medíocres. Portanto, tem de mudar a educação no município de Porto Alegre. Temos de salvar o pessoal da periferia do crime com políticas que estão dando certo em cidades como Vitória e Salvador, por exemplo" disse, adiantando que o governo irá dialogar.

De acordo com o secretário, a medida mantém a carga mínima de quatro horas/aula por dia e de 800 horas/aula por ano, além da reserva do tempo para as atividades de planejamento do professor. As mudanças atingem todas as escolas da rede. Com as alterações, os professores terão sete horas e 15 minutos de hora/atividade por semana (antes eram sete horas e 30 minutos). Conforme Brito, o objetivo é garantir aos alunos mais tempo de ensino e melhor qualidade.

Texto CMPA, edição assessoria.

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