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Cetranscoletivo: Janta cobra providências de gestão em relação ao transporte coletivo

Classificando cálculo da tarifa como "arcaico", o vereador ponderou que o impacto dos aplicativos sobre o transporte público sequer é considerado e sugeriu que os impostos dos novos modais sejam revertidom ao custeio do transporte coletivo.

Cetranscoletivo rebate EPTC
Classificando cálculo da tarifa como "arcaico", o vereador ponderou que o impacto dos aplicativos sobre o transporte público sequer é considerado e sugeriu que os impostos dos novos modais sejam revertidom ao custeio do transporte coletivo.

O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Marcelo Soletti de Oliveira, defendeu hoje (20/11), durante reunião da Comissão Especial que avalia os projetos do Executivo que propõem mudanças no sistema público de transporte coletivo da capital gaúcha, que o debate no Legislativo deveria ser priorizado e as matérias votadas ainda este ano. Segundo ele, não há problema em ampliar o prazo de debate, mas isso faria com que os efeitos da crise no setor se aprofundassem, chegando a afirmar que poderia ser necessário remanejar recursos de outras áreas para o custeio do transporte coletivo.

Para o vereador Clàudio Janta, a justificativa financeira não pode ser aplicada à pressa do Executivo para tratar de projetos que retiram benefícios dos usuários do sistema. Lembrando que o cálculo da tarifa sequer considera o impacto dos novos modais, referentes ao transporte individual de passageiros por aplicativos, Janta questionou a inoperância da gestão em relação ao recolhimento de impostos das empresas que poderiam ser revertidos para o custeio do sistema, hoje, desequilibrado pela oferta de serviços com mais qualidade, custo menor e livre de impostos.

Uma viagem em um carro de aplicativo, com quatro passageiros, que são apanhados na porta de casa e descem em frente ao seu destino, em muitos casos é mais barata que o valor da passagem do transporte por coletivo. A EPTC diz que sem retirada dos benefícios na tarifa o custeio dos ônibus poderia ameaçar recursos de outras áreas, como saúde e educação, mas por que não usam a TGO (Taxa de Gerenciamento Operacional) dos serviços que competem com o ônibus, que sequer são considerados na composição do cálculo arcaico da tarifa? questionou.

Janta ainda lamentou a relação conflituosa estabelecida entre os poderes Legislativo e Executivo, lembrando manifestações desrespeitosas do prefeito Nelson Marchezan Júnior em relação aos vereadores. Também criticou a prática de "jogar nas costas da Câmara Municipal" um problema criado por incompetência de gerir o setor.

Ninguém está preocupado em carregar celular em parada, mas ter um sistema eficiente e qualificado, como o que já deu o título a Porto Alegre de o melhor do país lembrou.

Além de manifestar-se em favor da limitação de renda para a concessão do passe escolar, a ser fornecido apenas para estudantes cuja renda familiar não ultrapasse a três salários mínimos, Soletti ainda defendeu a proposta de redução do número de cobradores para a redução de custos operacionais, a partir da gradual extinção de postos, por aposentadorias, mediante a não contratação desses profissionais para dias de passe livre, no horário entre 22h e 6h e em casos de demissão por justa causa. Para ele, também é preciso colocar fim à isenção para idosos entre os 60 e os 64 anos, permanecendo apenas a isenção constitucional para aposentados a partir dos 65 anos.

Em relação à frota de ônibus, o diretor presidente da EPTC justificou o pedido de aumento do tempo de uso dos veículos devido à modernização tecnológica e à utilização de novos tipos de combustíveis menos poluentes, assim como a limitação do uso de todas as isenções que permanecerem em vigor. Um novo encontro deverá ocorrer na próxima sexta-feira (24/11) pela manhã. Desta vez, a oitiva será a dos representantes dos consórcios das empresas e dos sindicatos.

Com informações CMPA

Foto: Henrique Ferreira Bregão/CMPA

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