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Clàudio Janta critica intervenção dos governos estadual e federal nos salários

O sindicalista e vereador Clàudio Janta, do Solidariedade, condenou na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre o parcelamento imposto aos servidores no Rio Grande do Sul e a Medida Provisória do governo federal que reduz 30% dos salários, proporcionalmente à jornada, através do Plano de Proteção ao Emprego.

Em defesa dos salários
O sindicalista e vereador Clàudio Janta, do Solidariedade, condenou na tribuna da Câmara Municipal de Porto Alegre o parcelamento imposto aos servidores no Rio Grande do Sul e a Medida Provisória do governo federal que reduz 30% dos salários, proporcionalmente à jornada, através do Plano de Proteção ao Emprego.

O vereador Cláudio Janta, do Solidariedade, criticou duramente duas medidas que mexem no salário de milhares de trabalhadores - o parcelamento dos salários imposto pelo governo estadual aos servidores e a diminuição de 30% dos salários, proporcionalmente à jornada, prevista pela Medida Provisória 680/2015, do governo federal, que institui o Plano de Proteção de Emprego (PPE). O sindicalista e vereador manifestou-se em relação às medidas de ajuste na tribuna na Câmara Municipal de Porto Alegre, nesta segunda-feira (3/8), classificando atos como "desumanos".

Em relação ao governo do Estado, Clàudio Janta fez um pedido de desculpas em nome do seu partido a todo o povo gaúcho, principalmente aos servidores estaduais, lembrando que no segundo turno das eleições, o Solidariedade apoiou José Ivo Sartori (PMDB) como candidato ao governo.

Em nenhum momento imaginamos que Sartori cortaria salários, que já estaria calculando os aumentos de ICMS, ou que estivesse pensando em vender o Banrisul, a CEEE e a Corsan.Se o parcelamento dos salários era um risco desde o início do mandato, o governador não deveria ter feito o que fez até agora, aumentando salários dos deputados, do judiciário e o seu próprio. É com muita tristeza que subo a esta tribuna pedir para que o povo nos desculpe por esta medida desumana que o governo tomou" disse.

Ainda na segunda-feira, o vereador também utilizou a tribuna da Câmara Municipal para cobrar reposicionamento do governo federal em relação ao ajuste fiscal, que tem sido "cruel" com os trabalhadores. Mencionando os mais de R$ 1,186 trilhões pagos em impostos pelos brasileiros, desde 1º de janeiro até agora, Janta criticou a alta tributação e taxa de juros enfrentadas pelos trabalhadores, que ainda têm estado na mira de Medidas Provisórias do pacote de ajuste fiscal.

Em vez de taxar as grandes fortunas, a presidente Dilma lançou um pacote onerando os trabalhadores. Os grandes não quitam sua dívida com este país, os grandes são beneficiados. Olha quanto ganharam os bancos, de juros, no primeiro trimestre! São os únicos que tiveram lucros, se justificando com o Custo Brasil. Mas o Custo Brasil é o que o trabalhador sente cada vez que vai ao supermercado, a cada semana, a cada dia" reforçou.

O parlamentar concluiu afirmando que os críticos do governo federal não são "golpistas", mas não estão dispostos a aceitar medidas que "sigam traindo" a confiança dos trabalhadores. Pedindo que a presidente "volte para os trilhos", reforçou a população deve voltar às ruas e que uma nova manifestação já está prevista para o próximo dia 16 de agosto.

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