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Comissão decidirá sobre GPS da frota de táxi de Porto Alegre

Prefeitura e EPTC comprometeram-se em suspender cobranças pelos serviços até que a comissão, composta pelas entidades de representação de taxistas, Cuthab e EPTC decidam pela manutenção ou encerramento do contrato com a empresa "Show Tecnologia". A decisão deve ser divulgada na primeira semana de agosto.

Taxistas: comissão decidirá GPS
Prefeitura e EPTC comprometeram-se em suspender cobranças pelos serviços até que a comissão, composta pelas entidades de representação de taxistas, Cuthab e EPTC decidam pela manutenção ou encerramento do contrato com a empresa "Show Tecnologia". A decisão deve ser divulgada na primeira semana de agosto.

O vereador Clàudio Janta tem acompanhado a negociação dos taxistas com a Prefeitura Municipal, buscando suspender a utilização do sistema de monitoramento da frota e o pagamento dos valores cobrados pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para o serviço. A reclamação dos trabalhadores é que o sistema implementado há 10 meses, que conta com GPS e botão de pânico, não funciona.

Com a presença de Eduardo Lacet, presidente da Show Tecnologia do Brasil Ltda, vencedora da licitação e responsável pela implementação do serviço, os trabalhadores reiteraram as queixas. O tenente-coronel da Brigada Militar, Francisco Vieira, também presente na reunião, afirmou que não haver registro de que o botão de pânico, que deve ser acionado pelo condutor em situações de emergência, tenha sido ativado em qualquer veículo e que em ocorrências encaminhadas à Brigada Militar pelo Centro Integrado de Comando (Ceic) da Capital, não foi possível localizar o táxi através do GPS.

O vereador Clàudio Janta, que integra a Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação (Cuthab) da Câmara Municipal, fez duras críticas ao serviço e defendeu o fim do contrato com a Show Tecnologia.

A empresa está aqui apenas testando a vida dos taxistas de Porto Alegre? Porque o contrato é indecifrável e isenta completamente a empresa de qualquer responsabilidade, transferindo tudo para o taxista, que ainda perde a garantia do carro quando instala o sistema. O comandante da Brigada Militar afirma que nunca recebeu chamado de botão de pânico, que não funciona. A empresa opera em condições totalmente precárias na nossa cidade. Deveria demonstrar um pouco de hombridade e seguir testando, então, de forma gratuita, não tratando nossos taxistas como cobaias e cobrando por sistema que não funciona" afirmou.

O vice-prefeito Sebastião Melo, que conduziu a reunião, enfatizou que o Município não irá abrir mão do sistema de monitoramento da frota de táxi, reforçando que o que deve ser decidido é a manutenção ou cancelamento do contrato com a empresa prestadora do serviço. A decisão deve ser divulgada em um prazo de 15 dias e ficará a cargo de uma comissão, composta por representantes da EPTC, Brigada Militar, Cuthab, Sintáxi, Associação dos Taxistas de Porto Alegre (Aspertaxi), Associação dos Taxistas Auxiliares de Porto Alegre e Grande Porto Alegre (Asstaxi) e supervisores dos pontos da rodoviária e do aeroporto.

Texto: Andréia Sarmanho (reg.prof. 15.592)

Fotos: Ana Cristina Silva

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