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CPI da Telefonia: Crea confirma má qualidade do serviço de telefonia no Brasil

O engenheiro elétrico Luiz Carlos da Silva Madruga prestou depoimento à CPI da Telefonia da Câmara Municipal nesta quinta-feira (19/9). Representante do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do RS (Crea-RS), Madruga defendeu a unificação da legislação para a telefonia e afirmou que diretrizes brasileiras não são as mesmas de países desenvolvidos.

CREA-RS na CPI da Telefonia
O engenheiro elétrico Luiz Carlos da Silva Madruga prestou depoimento à CPI da Telefonia da Câmara Municipal nesta quinta-feira (19/9). Representante do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do RS (Crea-RS), Madruga defendeu a unificação da legislação para a telefonia e afirmou que diretrizes brasileiras não são as mesmas de países desenvolvidos.

O engenheiro afirmou ainda que há dificuldades para a implantação de um maior número de antenas nas grandes cidades, mas que isso não serve de argumento para a falta de investimentos em cidades pequenas. Neste caso, segundo Madruga, "prevalece a lógica do interesse comercial, de que não há demanda suficiente em pequenos municípios".

Sobre a fiscalização, o depoente afirmou que a qualidade do serviço ainda não atingiu os padrões necessários, nem segue as diretrizes dos países desenvolvidos. Para o representante do Crea/RS, é necessária atualização da lei 9.472 para a efetiva atuação dos órgãos de controle governamentais, como a Anatel.

Embora a tecnologia venha dos países desenvolvidos, aqui não são praticadas as mesmas regras e fiscalização para que se tenha esta qualidade" destacou Madruga.

O presidente da CPI, vereador Cláudio Janta, frisou que as exigências estabelecidas na lei 9.472 foram concebidas no período em que o país vivia a onda de privatizações.

As empresas agem sobre essa plataforma e não fazem os investimentos necessários, usando como desculpa para o desqualificado serviço que prestam somente a questão das antenas" criticou.

O vereador lembrou ainda que em cidades como São Paulo e Brasília, onde a lei não é tão rigorosa como em Porto Alegre, o serviço também é de péssima qualidade.

Na próxima reunião deverá ser ouvido representante da Federação dos Trabalhadores em Telecomunicações (Finttel). O encontro está previsto para a próxima quarta-feira, dia 25.

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