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CPI: Serviços sem contrato com a Procempa e repasses são apurados em nova reunião

A CPI da Procempa ouviu nesta quarta-feira (6/11) os depoimentos de Marcos Bein, analista de negócios da companhia, e de José Mauro dos Santos Peixoto, ex-chefe de gabinete do prefeito José Fortunati e conselheiro da Procempa. O vereador Clàudio Janta participou da reunião e cobrou esclarecimentos dos depoentes.

CPI da Procempa
A CPI da Procempa ouviu nesta quarta-feira (6/11) os depoimentos de Marcos Bein, analista de negócios da companhia, e de José Mauro dos Santos Peixoto, ex-chefe de gabinete do prefeito José Fortunati e conselheiro da Procempa. O vereador Clàudio Janta participou da reunião e cobrou esclarecimentos dos depoentes.

O primeiro a ser ouvido foi o funcionário da companhia, Marcos Bein, vinculado à Procempa há 36 anos. Um dos pontos mais polêmicos do depoimento foi sobre a relação da Bratelco com a Procempa, que já utilizava os serviços de outra companhia, a Pillatel. Segundo Bein, a instalação de cabos de fibra ótica era realizada pela Pillatel, mas a Bratelco - cuja propriedade também seria de João Vargas Pilla Dias, o dono da Pillatel -, também teria um acordo para utilização gratuita da rede da Procempa, mediante contrato de confidencialidade.

É um acordo de parceria comercial. Muitas das tratativas que foram feitas estão consignadas em emails e os respectivos, referentes a esses acordos, não foram assinados" afirmou Bein.

Cobrando explicações sobre o acordo, o vereador Clàudio Janta (SDD) afirmou que situação é típica de casos de "tráfico de influência". Janta afirmou ainda que, mediante os fatos, a Procempa teria sido utilizada como "entidade filantrópica" em benefício de empresa privada.

O assunto voltou a ser abordado durante a segunda oitiva, da qual participou José Mauro dos Santos Peixoto, ex-chefe do gabinete executivo do prefeito José Fortunati. Peixoto compôs o Conselho de Administração da Procempa e, questionado pelo vereador Clàudio Janta, negou ter conhecimento das questões contratuais da companhia:

Isso não passava pelo Conselho" afirmou.

Uma das polêmicas envolvendo o conselheiro diz respeito ao repasse de R$ 32,1 mil da Procempa, para que sua esposa quitasse serviços odontológicos prestados por uma clínica conveniada, na época, com o plano que a Procempa disponibilizava aos funcionários e servidores.

Achei estranha a forma como foi feita o pagamento. A explicação é que seria em função de Imposto de Renda ou coisa parecida" relatou Peixoto.

Esclarecimentos também foram cobrados do depoente em relação ao pagamento de R$ 5,2 mil, solicitados por Peixoto, para a confecção de 63 roupões usados como brindes em um evento. Segundo ele, a tratativa aconteceu em conversa informal com o então presidente da Associação dos Funcionários da Procempa (AFP), Ayrton Fernandes.

Texto: Andréia Sarmanho (reg. prof. 15.592)

Fotos: Cintia Rodrigues

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