#CpiDaTelefonia

CPI: SindiTelebrasil expõe interferência da legislação

A reunião da CPI da Telefonia da Câmara Municipal de Porto Alegre ouviu nesta quinta-feira (27/6) o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy. Além de apresentar novos dados referentes ao funcionamento e à densidade do sistema de telefonia celular, inclusive 4G, Levy também apresentou a posição das empresas em relação à instalação e distribuição das antenas.

CPI: SindiTelebrasil
A reunião da CPI da Telefonia da Câmara Municipal de Porto Alegre ouviu nesta quinta-feira (27/6) o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy. Além de apresentar novos dados referentes ao funcionamento e à densidade do sistema de telefonia celular, inclusive 4G, Levy também apresentou a posição das empresas em relação à instalação e distribuição das antenas.

Conforme os dados apresentados, há 250 leis estaduais e municipais que restringem a implantação de antenas (Estações Rádio Base). Em Porto Alegre, 18 leis e decretos regem as restrições quanto a infraestrutura de telecomunicações. Segundo o presidente do SindiTelebrasil, as antenas de telefonia celular têm as mesmas características das antenas wi-fi instaladas nas zonas urbanas. Porém, as exigências para o licenciamento ambiental das antenas de telefonia móvel são equivalentes às normas para a implantação de uma subestação de energia elétrica de 1.200 m².

Em nossos projetos sabemos perfeitamente onde devem ser instaladas antenas. Estamos instalando 15 antenas por dia no Brasil. O paradoxo é vir até aqui solicitar apoio para instalar mais afirmou Levy.

De acordo com o presidente do SindiTelebrasil, não há estudos conclusivos sobre prejuízos à saúde provocados pela frequência da telefonia celular. Segundo Levy, antenas operam na mesma frequência que as antenas de televisão e rádio FM, que são instaladas em menor quantidade, mas com potência "milhões de vezes maior".

Respondendo aos questionamentos, Eduardo Levy afirmou que as operadoras têm feito investimentos em atendimento e tecnologia e que grande parte do valor cobrado pelos serviços se deve aos encargos devidos aos cofres públicos, correspondentes a cerca de 40% do valor. Colocando a entidade à disposição, Levy declarou interesse em elaborar, em conjunto com os parlamentares, um código menos restritivo para a melhoria dos serviços em Porto Alegre.

Com certeza esta CPI busca resolver o problema da telefonia em Porto Alegre, seja ele em relação a antenas, investimentos ou legislação concluiu o presidente da CPI, Clàudio Janta.

Na próxima quinta-feira (4/7) são aguardados os secretários municipais do Meio Ambiente, Cláudio Dilda, e do Desenvolvimento e Assuntos Especiais, Edemar Tutikian.

Comentários