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CPI: Sinttel critica empresas e cobra medidas da Anatel

Nesta quinta-feira (5/9) foi a vez do Sindicato dos Telefônicos do RS (Sinttel-RS) prestar o seu depoimento à CPI da Telefonia da Câmara Municipal de Porto Alegre. Participaram da reunião o presidente Gilnei Porto Azambuja e o secretário-geral da entidade, Flávio Rodrigues.

CPI da Telefonia ouve Sinttel-RS
Nesta quinta-feira (5/9) foi a vez do Sindicato dos Telefônicos do RS (Sinttel-RS) prestar o seu depoimento à CPI da Telefonia da Câmara Municipal de Porto Alegre. Participaram da reunião o presidente Gilnei Porto Azambuja e o secretário-geral da entidade, Flávio Rodrigues.

No primeiro depoimento do dia, o secretário Flávio Rodrigues expôs a não realização dos procedimentos de manutenção, pelos quais são cobradas taxas fixas do consumidor e o baixo desempenho das operadoras, chamando a atenção para o péssimo rendimento da telefonia fixa.

O serviço foi privatizado, mas é uma concessão pública. As operadoras não são senhoras de si" declarou Flávio Rodrigues.

A regulação efetuada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também foi questionada por Rodrigues, que declarou que mudança na qualidade só será possível mediante atuação mais enérgica do órgão, com a proibição de novas linhas até melhoria do desempenho, como ocorreu em ação do Procon contra as operadoras de telefonia móvel.

A Anatel precisa pegar dados internos e autuar as empresas. A relação da Agência com as operadoras é promíscua" afirmou o secretário-geral do Sinttel-RS.

Sobre as relações trabalhistas, o dirigente também criticou as empresas, cujos lucros são retidos e não resultam em investimento em estrutura nem refletem na remuneração da mão de obra.

O presidente do Sinttel-RS, Gilnei Azambuja, avaliou a privatização da prestação do serviço telefônico como contraditória.

A privatização do sistema queria combater monopólio público, mas prega o monopólio privado" afirmou Azambuja.

Para o presidente, a melhoria do serviço exige a reabertura dos pontos de atendimento presencial. Ele também alerta para a sobrecarga do trabalhador e a necessidade do fim da terceirização, que afirmou ser ilegal, conforme dispositivo.

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