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CPI: Trabalhadores da telefonia voltam a criticar empresas

A CPI da Telefonia da Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu, nesta quinta-feira (26/9), duas entidades de representação dos trabalhadores do setor. Desta vez, prestaram depoimento o diretor da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Juan José Rodrigues Sanchez, e o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sinttel), Marcone Santana do Nascimento.

Telefonia: Sinttel e Fittel na CPI
A CPI da Telefonia da Câmara Municipal de Porto Alegre recebeu, nesta quinta-feira (26/9), duas entidades de representação dos trabalhadores do setor. Desta vez, prestaram depoimento o diretor da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Juan José Rodrigues Sanchez, e o diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sinttel), Marcone Santana do Nascimento.

Os depoentes criticaram o sistema instituído pelas operadoras de telefonia e denunciaram a precarização das condições de trabalho, do atendimento aos usuários e dos serviços prestados. Eles também defenderam a instalação de uma CPI nacional da Telefonia, no Congresso, e pediram o apoio dos vereadores à iniciativa.

Origens na privatização

Para o diretor da Fittel, os serviços pioraram muito devido à privatização do sistema de telefonia, na década de 90, quando passou a ser promovida uma prática de terceirização do trabalho no setor.

Foi uma forma de explorar ainda mais o cidadão - usuário e trabalhador -, através da terceirização plena que há no setor. Conseguimos frear um pouco nas instalações, mas no atendimento ao usuário a terceirização é total" afirmou Sanchez.

Ele ressalvou que os trabalhadores não defendem a reestatização do sistema, mas afirmaram ser necessária intervenção do Estado no sentido de ampliar a fiscalização para promover maior qualidade na telefonia no Brasil. Sanchez defendeu fiscalização mais efetiva da Anatel.

Precarização do Trabalho

O diretor do Sinttel, Marcone Santana do Nascimento, afirmou que as condições de trabalho no setor são extenuantes e que os trabalhadores sofrem pressão das operadoras e das terceirizadas. Além disso, relatou que benefícios foram reduzidos e rotina de trabalho redobrada.

Salário é ridículo, não pagam o mínimo e não têm treinamento adequado. Média de permanência é de 6 meses e a culpa é das operadoras de telefonia que terceirizam. Gastam milhares em propaganda, mas é tudo mentira, porque não prezam pela qualidade" afirmou.

Dívida

O presidente da CPI, vereador Clàudio Janta, lembrou que empresas de telefonia devem muito ao erário, especialmente ao BNDES. Ele destacou que, por se tratar de concessão pública federal, empresas deveriam ter débitos tratados com mais rigidez.

Se uma pequena empresa não paga suas dívidas, pode até perder o CNPJ. Operadoras devem milhões, prestam serviço de péssima qualidade e fica por isso mesmo" , criticou.

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