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Janta acompanha reunião da Cosmam no Postão da Cruzeiro

Vereadores estiveram na unidade de Saúde em busca de alternativas para melhoria das condições de trabalho e de segurança.

Cosmam visita PACS
Vereadores estiveram na unidade de Saúde em busca de alternativas para melhoria das condições de trabalho e de segurança.

Na manhã desta terça-feira (20/10), a Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre esteve no Pronto-Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS), para avaliar as condições de trabalho dos servidores, a situação do atendimento aos pacientes e a segurança do local. A visita foi solicitada pelo vereador Clàudio Janta, do Solidariedade, que participou da reunião junto aos servidores.

O médico e diretor do PACS, Luis Henrique Tarragô Carvalho, destacou que o último episódio de violência vivido na unidade, envolvendo oito pessoas baleadas, evidencia a situação de crise. "Sabemos que a Guarda Municipal não é tão efetiva para garantir a segurança, mas pedimos que seja mantida. Outra questão que precisa ser revista é de recursos humanos, que seja levantada a demanda de contingente para aliviar o estresse dos funcionários e os fluxos de trabalho e que a folha não fique 'virada' em horas extras, que não resolvem", avaliou.

A não compensação das horas extra também foi levantada pelos servidores que participaram da reunião. Apesar de o montante ter sido aprovado pela Fazenda, Câmara Municipal e demais órgãos pertinentes à tramitação, os pagamentos ainda não ocorreram. O sistema adotado para compensação dos servidores continua sendo o banco de horas, cuja eficácia esbarra na falta de contingente para que as folgas que os trabalhadores têm direito possam ser concedidas.

Devido ao quadro reduzido efetuando o atendimento do PACS, muitos plantões funcionam com até metade dos funcionários necessários nas alas e setores. A situação foi detalhada pela auxiliar de enfermagem Elaine Romio, que também destacou a falta de equipamentos e leitos. "Sabemos que é desumano ter de deitar um paciente com um cobertor no chão, mas estamos sem alternativa. Estamos ficando doentes", desabafou.

O problema, segundo os funcionários, inicia já na entrada do posto de saúde."Tínhamos uma estrutura preparada para receber o paciente que dava entrada, facilitando o fluxo, encaminhamentos e remoções para outras unidades, quando necessárias. Éramos capazes de gerenciar situações de risco ainda na entrada, mas isso se acabou com as mudanças promovidas pela última gestão", explicou o auxiliar de enfermagem da ala de Psiquiatria, Luiz Prestes.

O vereador Clàudio Janta também apontou os problemas de segurança do PACS, que justificam a tensão vivida pelos funcionários dentro e fora da unidade de Saúde. Ele defendeu que o policiamento precisa ser reforçado, inclusive com a instalação de um posto da Polícia no local e defendeu que as questões referentes à Saúde, por se tratar de um serviço essencial, recebam um olhar diferenciado por parte do poder público, tanto na questão do enxugamento de horas extras, liberando a realização dos pagamentos aos servidores, quando em outras diretrizes como do Orçamento Participativo.

Um dos erros em relação à Saúde no nosso Município passa também pelo OP, onde a assembleia temática é realizada em conjunto com as demandas de assistência social. É preciso separar as questões, vamos levar isso à Secretaria de Governança e ao Conselho do Orçamento Participativo" avaliou.

Ainda é aguardada a nomeação de 63 profissionais, que devem ser distribuídos entre as unidades de Saúde geridas pelo Município. Uma nova reunião interna entre a Cosmam, profissionais do PACS e representantes do poder Executivo e Secretaria Estadual de Segurança Pública deve ser agendada para encaminhamento das demandas levantadas.

Texto: Andréia Sarmanho (reg. prof. 15.592)

Fotos: Ana Cristina Silva

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