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Janta apoia luta dos servidores do PACS contra ingerências na Saúde em Porto Alegre

Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal recebeu os servidores municipais do Pronto-Atendimento Cruzeiro do Sul. Marcados por um recente episódio de violência, os funcionários reivindicam melhorias na segurança, fim do assédio moral e respeito aos trabalhadores.

Cosmam ouve servidores do PACS
Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal recebeu os servidores municipais do Pronto-Atendimento Cruzeiro do Sul. Marcados por um recente episódio de violência, os funcionários reivindicam melhorias na segurança, fim do assédio moral e respeito aos trabalhadores.

Na manhã desta terça-feira (02/12), a luta dos servidores municipais do Pronto-Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS) teve continuidade na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), da Câmara Municipal de Porto Alegre. O sindicalista e vereador Clàudio Janta, que tem acompanhado a situação dos funcionários em relação às denúncias de assédio moral e a respeito do pedido da instalação da CPI da Saúde, compareceu ao encontro para auxiliar na discussão de outro problema que vem tirando o sono dos trabalhadores: a violência.

Para o vereador Clàudio Janta, a situação precisa ser tratada em conjunto entre os governos municipal e estadual.

Precisamos encarar a violência a que estão expostos os trabalhadores e os usuários do sistema de Saúde como uma questão de segurança pública. A coisa é maior do que pensamos, é uma guerra que vem do Rio de Janeiro se instalar aqui e que está fazendo Porto Alegre de refém. Se a prioridade do governo não é a vida das pessoas, não sei qual é" cobrou o vereador.

Como sindicalista, Janta tornou pública sua orientação aos trabalhadores para efetuar o pedido de afastamento via Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), devido ao trauma sofrido pelos trabalhadores após o episódio da última quinta-feira (27), quando um paciente foi executado a tiros no corredor do PACS. A medida foi discutida com o próprio secretário da Saúde, Carlos Casartelli, via contato telefônico, uma vez que não houve encaminhamento da gestão na prestação de atendimento aos funcionários.

Homicídio no PACS

Na última quinta-feira (27), por volta das 17h, um homem foi executado a tiros no interior da unidade de saúde. A situação desencadeou o pânico e a insegurança entre os funcionários, que paralisaram as atividades no dia seguinte, quando foi realizada uma reunião junto a representantes da gestão e do batalhão da Brigada Militar, responsável pela segurança na região.

Na reunião, os funcionários declararam a falta de condições para dar sequência ao trabalho e discutiram métodos para a eficiência da segurança, que deveriam ser debatidos entre a gestão e a Brigada Militar. Como resolução, determinaram a suspensão das atividades por três dias, como símbolo de luto à quebra do paradigma que separava o PACS da violência, e definiram a continuação da discussão na Câmara Municipal, através da Cosmam.

A deliberação dos funcionários, entretanto, não foi acatada pelo secretário municipal da Saúde, que determinou que o posto abriria as portas às 8h do sábado. Não houve retorno quanto ao pedido de assistência psicológica aos funcionários, condicionados a retornar normalmente às atividades.

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