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Janta avalia: 11 de julho foi histórico

O Dia Nacional de Lutas, convocado pelas centrais para o dia 11 de julho parou Porto Alegre nesta quinta-feira. Clàudio Janta acompanhou de perto a atividade da Força Sindical na capital gaúcha, integrando desde a madrugada os atos dos trabalhadores, que iniciaram o dia bloqueando as garagens de ônibus.

11 de julho foi histórico
O Dia Nacional de Lutas, convocado pelas centrais para o dia 11 de julho parou Porto Alegre nesta quinta-feira. Clàudio Janta acompanhou de perto a atividade da Força Sindical na capital gaúcha, integrando desde a madrugada os atos dos trabalhadores, que iniciaram o dia bloqueando as garagens de ônibus.

Organizada, a paralisação chamou a atenção pela adesão. Em Porto Alegre, a Força Sindical paralisou, desde a 1h da quinta-feira, as garagens da VAP, Sudeste, Nortran, VTC, Trevo, Restinga, Navegantes e Sopal. Na região metropolitana, a central mobilizou-se na Sogil, Vicasa, Soul, Viamão e Guaíba.

A maioria dos rodoviários não chegou a se deslocar para as empresas, cujos ônibus ficaram em sua totalidade retidos nas garagens. Nos corredores e paradas de ônibus, também não havia passageiros à espera.

Foi uma greve de adesão. Os ônibus que chegavam nas garagens, os chamados boiadeiros, chegavam vazios. A população de Porto Alegre aderiu a essa greve, dando um sinal que não aguenta mais essa política de inflação, de juros altos e de arrocho ao povo observou Janta.

Com as ruas vazias, os trabalhadores empunharam suas bandeiras em caminhadas partindo de diversos pontos da cidade, rumo ao Largo Glênio Peres. Para Clàudio Janta, apesar de trazer a pauta já conhecida das centrais, a greve demarcou a representatividade do movimento sindical ao parar a cidade de modo pacífico, mediante a articulação das classes.

Temos que diferenciar ato de greve. Greve se faz com o contato diário das empresas, com estrutura sindical e mobilização de categoria. Ontem isso ficou provado resumiu.

A pauta

O Dia Nacional de Lutas integra o calendário de mobilizações das centrais sindicais, que seguirão realizando novos atos em prol da pauta unitária dos trabalhadores. No dia 6 de março cerca de 70 mil pessoas participaram da 7ª Marcha a Brasília, num ato nacional, para tentar promover o diálogo com a presidente Dilma Rousseff e o Congresso Nacional.

O governo está surdo. No governo Lula, por oito anos, enfrentamos esta política de taxar os trabalhadores e beneficiar o capital. Pudemos enfrentar, mas no governo Dilma, não estamos conseguindo afirmou o sindicalista.

Em agosto novas mobilizações promovidas pelo movimento sindical devem acontecer em todo o país. Dentre as principais pautas, deve continuar a pressão pelo andamento das discussões do fim do Fator Previdenciário e da redução da jornada de trabalho para 40 horas.

A gente espera que o governo abra seus ouvidos. O dia de ontem foi um divisor de águas finalizou Janta.

Saiba quais são as reivindicações das centrais sindicais:

Fotos do Dia Nacional de Lutas - 11/07/2013 (20 fotos)

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