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Pacote de maldades: primeiras votações tiveram vitórias para a população

Lei do Táxi e regime dos servidores foram assegurados; previdência, IPTU e impeachment ficam para agosto.

A luta continua em agosto!
Lei do Táxi e regime dos servidores foram assegurados; previdência, IPTU e impeachment ficam para agosto.

Desde que projetos polêmicos como o aumento do IPTU e as medidas que interferem no regime e previdência dos servidores públicos chegaram à Câmara Municipal de Porto Alegre, o clima de tensão entre os poderes Legislativo e Executivo acirrou. À espera do desfecho, a população também voltou suas atenções ao parlamento, que deu início às votações das matérias que tramitam em regime de urgência.

O vereador Clàudio Janta (Solidariedade) pode ser considerado uma figura emblemática para o desfecho desta votação, que começou com duas derrotas consecutivas para o governo – a derrubada dos vetos à nova Lei do Táxi, que deve acabar com as licitações de placas para modernizar o serviço na Capital e a rejeição do projeto de modificação do regime dos servidores municipais. Colocando o dedo na ferida em pontos polêmicos, como a inchada folha de pagamento dos cargos em comissão (CCs) do Executivo e a falta de clareza sobre o cálculo e o simulador lançado pela Prefeitura na matéria do IPTU, o ex-líder do governo expõe as fragilidades que podem definir os rumos das votações restantes.

O governo buscou criar as condições favoráveis para aprovar os projetos que diz serem necessários à recuperação orçamentária do Município - eu não acredito que isto dependa de aumentar imposto do cidadão (IPTU) e de diminuir salário de professor. Mas não foi esta a proposta que Porto Alegre elegeu e este recado não está sendo dado apenas na tribuna” avalia o vereador.

A mobilização nas galerias foi um fator considerado determinante para costurar o resultado esperado nos primeiros projetos e deverá continuar exercendo pressão mesmo durante o recesso parlamentar, iniciado na terça-feira (17).

Em protesto contra os projetos, além da presença maciça nas sessões, os municipários deram início a uma paralisação, que segue por tempo indeterminado. Além da pauta dos servidores e do projeto do IPTU, também deve ser apreciado somente após o retorno do recesso o pedido de impeachment do prefeito Nelson Marchezan.

Foto: Tonico Alvares/CMPA

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