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Taxistas protestam contra transporte clandestino viabilizado por aplicativos

Taxistas realizaram carreata em grandes vias da Capital e encerraram a manifestação na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Taxistas em luta
Taxistas realizaram carreata em grandes vias da Capital e encerraram a manifestação na Câmara Municipal de Porto Alegre.

Em Porto Alegre, a quarta-feira (22/6) foi marcada pela manifestação dos taxistas, que saíram em carreata por vias de grande circulação da Capital, até sede do Legislativo Municipal. O protesto pacífico foi contra o transporte irregular de passageiros, viabilizado por aplicativos.

Neste dia aconteceria uma audiência pública para discutir o projeto de regulamentação de plataformas móveis de transporte, apresentado pela Prefeitura. Entretanto, a discussão acabou sendo adiada, com a alegação de que o plenário Otávio Rocha não oferece a estrutura necessária para sediar a audiência, e remarcada posteriormente para o dia cinco de julho.

Contrários à regulamentação da modalidade, os taxistas alegam que a categoria não sobreviveria à concorrência, que mesmo irregular e proibida por Lei, já rende prejuízos para o táxi, especialmente para quem trabalha à noite. Para os trabalhadores, as imposições da Prefeitura Municipal encarecem o serviço e a falta de fiscalização da EPTC colabora para a rejeição da categoria.

A manifestação foi convocada pela União dos Taxistas Profissionais de Porto Alegre (Unitaxipoa), criada há menos de um mês, com a finalidade de unir a categoria e reverter a imagem negativa dos taxistas. Membros da Associação dos Permissionários Autônomos de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi) também participaram do ato.

Convidado a discursar no encerramento do ato, o vereador Clàudio Janta reiterou o apoio à categoria e reafirmou que a luta dos taxistas não é "contra a modernidade" e sim pelo "respeito às regras e à Lei".

As pessoas me condenam, dizendo que estou do lado dos taxistas. Vou ficar do lado dos taxistas, dos comerciários, dos rodoviários, do lado dos trabalhadores" declarou o vereador.

Ele ainda contestou o argumento de que os aplicativos gerariam empregos, afirmando que na maioria dos países onde operam servem apenas à complementação de renda, lucro das empresas e eliminação de postos formais de trabalho, no serviço convencional. Por fim, declarou que a "Prefeitura não tem pulso para cumprir as leis em Porto Alegre" e que, em função da inoperância, não teria legitimidade para apresentar regulamentação de serviços que exigem fiscalização.

Texto: Andréia Sarmanho (reg. prof. 15.592)

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