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Taxistas relatam falhas e ineficiência da EPTC na gestão do serviço na Capital

O vereador Clàudio Janta relatou na tribuna uma série de reclamações apresentadas pelos próprios taxistas em relação à gestão e fiscalização do serviço de táxi de Porto Alegre, de responsabilidade da EPTC.

EPTC não cumpre seu papel
O vereador Clàudio Janta relatou na tribuna uma série de reclamações apresentadas pelos próprios taxistas em relação à gestão e fiscalização do serviço de táxi de Porto Alegre, de responsabilidade da EPTC.

Utilizando o tempo de liderança do Solidariedade, o vereador Clàudio Janta manifestou-se na tribuna, durante a sessão desta segunda-feira (4/4), a respeito de uma série de reclamações apresentadas por taxistas em relação à atuação da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). As situações, relatadas por representantes de associações e do sindicato da categoria, expõem a fragilidade dos sistemas de controle, ineficiência e inoperância do órgão para solucionar questões de ordem técnica ou de natureza burocrática.

Em um dos episódios mais graves, em que ocorreu um homicídio praticado por um condutor de táxi, ficou exposta a fragilidade do sistema de controle da EPTC, que chegou a divulgar como autor do crime o proprietário do veículo, que nem estava na cidade. Este é o controle que a empresa pública tem do funcionamento do serviço de táxi em Porto Alegre" relatou o vereador, sobre um dos casos, referente a um crime ocorrido em janeiro deste ano.

Outra situação relatada pelas entidades envolve mudanças repentinas nas exigências técnicas da companhia aos permissionários. O impasse mais recente diz respeito às especificações do taxímetro. Segundo as reclamações, no decreto inicial elaborado pela EPTC, as exigências eram de que o aparelho apresentasse a quilometragem, aceitasse cartão e realizasse impressão, dentre outras exigências, mas sem especificação de marca ou aparelho específico. Entretanto, a regra acabou sendo alterada.

Os taxistas haviam passado a adquirir os dois tipos de aparelho que tinham tudo isso, considerados pelo Inmetro como os melhores produtos disponíveis no mercado. Não satisfeita, a EPTC exige agora que os permissionários usem um modelo específico, estabelecido pela companhia" relatou o vereador.

Janta lembrou ainda que, enquanto realiza novas exigências, a empresa ainda não teria apresentado solução definitiva para o impasse do aparelho de GPS e do botão de pânico, que ganhou repercussão após mobilizar os trabalhadores, obrigados a realizar a instalação de um aparelho que não funcionava.

Em vez de romper contrato com a empresa vencedora da licitação, que funciona num galpão, tanto aqui em Porto Alegre quanto no nordeste, onde tem sua sede, a EPTC continua apenas multando essa empresa, fugindo do combinado com os trabalhadores", criticou Clàudio Janta.

Além dos problemas relacionados a tecnologia e dispositivos obrigatórios, os trabalhadores também relatam morosidade no encaminhamento de procedimentos como a autorização para a substituição de veículo.

Infelizmente, o problema dos táxis em Porto Alegre é grave, porque passa pela má vontade do poder público. Então, quando a população reclama que a frota é velha, que há irregularidades, tenham certeza que é graças à EPTC, que não cumpre o seu papel na gestão do serviço nem realiza a fiscalização" concluiu o vereador.

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