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Terceirizada revela precarização do trabalho nas operadoras

Na reunião desta quinta-feira (12/9) a CPI da Telefonia recebeu a proprietária da Paré Neves & Cia Ltda, prestadora de serviços da Oi. A empresária Márcia Letícia Neves relatou os problemas da terceirização no sistema de telefonia e denunciou práticas definidas pelo presidente da comissão, vereador Clàudio Janta, como "crime contra os trabalhadores de Porto Alegre".

Terceirizada na CPI da Telefonia
Na reunião desta quinta-feira (12/9) a CPI da Telefonia recebeu a proprietária da Paré Neves & Cia Ltda, prestadora de serviços da Oi. A empresária Márcia Letícia Neves relatou os problemas da terceirização no sistema de telefonia e denunciou práticas definidas pelo presidente da comissão, vereador Clàudio Janta, como "crime contra os trabalhadores de Porto Alegre".

A depoente relatou que a empresa foi criada para atender a operadora, mas que toda a responsabilidade sobre os funcionários fica por conta da terceirizada.

Se não conseguisse atingir valor para pagamento dos funcionários, a responsabilidade era totalmente da empresa. Todos os pagamentos de salário, FGTS, benefícios, a Paré Neves que fazia" explicou.

Demora na instalação

A representante da empresa terceirizada da Oi expôs a demora nas instalações de linhas e o impacto disso sobre os trabalhadores:

Em Porto Alegre está levando 120 dias a instalação. Teve um mês em que fizemos 1500 vendas e foram instaladas 174. Com uma folha de pagamento de R$ 16 mil" contou Márcia Neves.

Ela afirmou ainda que terceirizadas efetuavam as vendas e, se não houvesse instalação em até 7 dias, conforme disposição da Anatel, estavam sujeitas a perder trabalho realizado, mesmo a instalação sendo responsabilidade da operadora. A empresa da depoente passa agora por desligamento da operadora, por iniciativa da Oi.

Ao final da reunião o presidente da CPI, vereador Clàudio Janta, agradeceu ao depoimento da prestadora e reafirmou que operadoras devem voltar a ser convocadas para depor.

Cabe a nós o reconhecimento do ato, a grandeza da atitude e pedir que Anatel e Procon suspendam as vendas destas empresas, que elas apresentem os contratos e compareçam novamente para explicar tudo aquilo que foi omitido" afirmou o vereador.

Janta realizou ainda duras críticas ao sistema de trabalho promovido pelas operadoras.

Esse é o verdadeiro retrato do trabalho escravo: se vende uma ilusão e se coloca metas quase inalcançáveis. Quando se atinge uma meta significativa, a operadora não cumpre a sua parte e tira o direito do trabalhador de receber pelo seu trabalho. É absurdo e um crime contra o trabalhador de Porto Alegre" concluiu.

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