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Vereador Clàudio Janta cobra resolutividade em votação do Orçamento 2018

O líder do Solidariedade cobrou compromisso da gestão com demandas referentes a saúde e segurança, mantendo a postura combativa que tem sido sua marca na Câmara Municipal.

Atuação combativa na Câmara
O líder do Solidariedade cobrou compromisso da gestão com demandas referentes a saúde e segurança, mantendo a postura combativa que tem sido sua marca na Câmara Municipal.

Nesta semana, durante a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), o vereador Clàudio Janta (Solidariedade) voltou a cobrar atitudes da gestão em relação às reivindicações da população por saúde e segurança.

Relembrando que investimentos em ambas as áreas foram compromissos de campanha assumidos pela atual administração, o vereador encaminhou pela aprovação da emenda que garantiu recursos necessários à nomeação dos aprovados no concurso 542, para a Guarda Municipal de Porto Alegre. Janta também votou pela aprovação das emendas que garantiram aporte de recursos para saúde e para a ampliação do atendimento através dos Postos de Saúde 22 horas - política construída a partir de emenda de sua autoria à Lei Orgânica, aprovada no ano passado.

A atuação propositiva e combativa em defesa dos interesses da população tem sido a marca de Janta na Câmara Municipal. Manifestando posições contundentes, o vereador, que havia iniciado o ano como líder do governo no legislativo é, reconhecidamente, um dos críticos mais ferrenhos à administração municipal.

Começamos o ano ajudando o governo a construir medidas que acreditamos ser importantes para a cidade, como a reforma administrativa, que visava tornar a máquina mais eficiente e ajustada ao contexto de crise financeiro que era divulgado" recordou Janta.

Com o apoio do líder do Solidariedade, o governo do prefeito Nelson Marchezan Jr. emplacou vitórias importantes no Legislativo até o envio, no final do mês de julho, do pacote de projetos do Executivo relacionados ao transporte. Sem disposição para dialogar, o governo propôs, entre outras medidas, o corte de isenções nos coletivos para idosos, doentes, pessoas com deficiência, estudantes, professores, PMs e guardas, além de prever a eliminação gradativa da profissão de cobrador.

Considerando que as medidas atacavam severamente direitos adquiridos por uma parcela expressiva da população, o vereador Clàudio Janta recusou-se a defender as propostas e realizou, repetidas vezes, apelos para que o governo retirasse as medidas de tramitação.

Se o governo retirar esses projetos, terá um líder como teve no primeiro semestre defendendo seu governo e projetos bons para Porto Alegre. Agora, esses projetos não poderei defender" afirmou em tribuna, em uma de suas últimas manifestações como líder do governo.

Além de insistir nas medidas, o governo municipal decretou a extinção da gratuidade da segunda passagem para quem utilizava mais de um ônibus na Capital. Considerando que o custo da gratuidade era previsto pelo edital da licitação e que privar a população deste direito consistia numa ação irregular, o vereador Clàudio Janta pediu a anulação do assinado pelo Prefeito ingressando com ação na Justiça, que restabeleceu o direito dos usuários.

Mediação da maior greve de Porto Alegre

Fora da liderança do governo, o vereador Clàudio Janta integrou a mesa de negociação da maior greve da história do município, auxiliando na mediação para o fim da paralisação dos servidores municipais, que durou 40 dias. A principal manifestação dos trabalhadores era contra os projetos encaminhados pela Prefeitura Municipal com o intuito de promover mudanças no regime de trabalho. Se aprovados, projetos poderiam significar redução de, até, 50% nos salários - medida denunciada pelo vereador Clàudio Janta repetidas vezes na tribuna do Legislativo.

Contra a privatização do DMAE

Outra proposta polêmica do governo, que contou com a oposição do Solidariedade, diz respeito à privatização do Departamento Municipal de Água e Esgoto (DMAE). Reforçando não haver discordância em relação ao estabelecimento de parcerias público-privadas, o vereador Clàudio Janta posicionou-se contra o projeto do Executivo que prevê a possibilidade de conceder a gestão do departamento à iniciativa privada.

Se o projeto não é privatizar, como o governo segue dizendo, isso precisa ficar claro no papel. O que vimos até agora é a disposição em firmar parcerias público-privadas para gerir o que já foi consolidado através do dinheiro público e que é patrimônio da população. PPPs são bem-vindas para aportar novos recursos e viabilizar o que ainda precisa ser feito, não para entregar a gestão do que é de Porto Alegre" manifestou.

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