#ProjetoDeSistemaDeTransporte

Artigo:

Artigo do vereador Claudio Janta publicado na quarta-feira (29/05), em GaúchaZH.

Artigo sobre extinção do cobrador
Artigo do vereador Claudio Janta publicado na quarta-feira (29/05), em GaúchaZH.

Castigada por um serviço abaixo das expectativas, a população une-se em defesa de direitos como o meio-passe, mas aceita concessões quando se trata de sacrificar o cobrador em nome de uma promessa de redução na tarifa. Entre as ponderações relacionadas à atividade, muitos avaliam que a função esteja entre as profissões condenadas à extinção pela tecnologia e, em breve, estará. Mas não agora.

Para que a mão de obra humana seja superada pela tecnologia, esta deve ser capaz de assimilar a sua função, tornando o processo mais eficiente e menos oneroso. Mas se o determinismo tecnológico fosse de fato determinante para a extinção do cobrador de ônibus, esses trabalhadores ainda deveriam estar muito longe do final da linha em Porto Alegre.

Imagine a cena: horário de pico, com todas as paradas lotadas e aquela tranqueira de entupir as vias arteriais de Porto Alegre. O motorista é o responsável por fiscalizar o embarque, cobrar a passagem, dar o troco, orientar os passageiros, operar o elevador de acessibilidade e, é claro, dirigir. A insegurança piora, o stress aumenta exponencialmente e, logo, teremos profissionais (mais) adoecidos e passageiros (ainda mais) insatisfeitos e em risco.

Manter os cobradores de ônibus não é uma escolha no cenário atual do transporte coletivo de Porto Alegre, já que enquanto a bilhetagem não for 100% eletrônica, os veículos inteiramente funcionais no quesito acessibilidade e o sistema dotado de plataformas complementares capazes de atender às dúvidas dos usuários, a figura do segundo tripulante não é opcional, mas uma necessidade. Quem anda de ônibus sabe disto, como também sabe que o inimigo não é o cobrador nem a tecnologia, mas a ganância e a incompetência.

Artigo publicado em GaúchaZH.

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