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Claudio Janta participa de Semana de Atenção à Esquizofrenia

Evento promovido por associação de familiares teve atividades na Câmara Municipal

Semana da Esquizofrenia
Evento promovido por associação de familiares teve atividades na Câmara Municipal

Acolhendo demanda da Associação Gaúcha de Familiares Pacientes Esquizofrênicos (Agafape), o vereador Claudio Janta integra a mobilização para a "Semana de Atenção à Esquizofrenia", que promove um calendário de atividades dedicadas à desmistificação do estigma e o combate ao preconceito. As atividades acontecem próximas ao dia 24 de maio, Dia Mundial da Esquizofrenia, que marca a luta contra a falta de informação na sociedade em relação ao tema.

Trazendo o debate à Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), nesta terça (21), a presidente da Agafape, Marília Coelho Cruz, diz que, como mãe de um portador da doença, a sociedade precisa se preparar para receber as pessoas que têm a esquizofrenia. “Temos a Associação há 27 anos e sabemos da dificuldade que as famílias têm para buscar socorro. Nós desenvolvemos um trabalho que atua no desenvolvimento social e individual dos pacientes, e a convivência é muito pacífica. Para mim é uma satisfação trabalhar nesta causa.”

Números da Esquizofrenia

A psiquiatra da UFRGS Clarissa Gama explicou que, no Brasil, existem atualmente 2 milhões de pessoas portadoras da doença e que estas são acometidas justamente na faixa etária de maior produtividade. “Isso gera um problema familiar preocupante, pois muitas vezes a procura por diagnóstico é tardia e falta qualificação profissional.” E, segundo ela, a doença é sinônimo de “loucura”, e isso traz discriminação.

“Os doentes não são pessoas agressivas; ao contrário, geralmente a esquizofrenia se inicia com uma simples apatia no final da adolescência e no começo da vida adulta, na faixa dos 18 aos 30 anos. Aos poucos, o indivíduo abandona as atividades rotineiras e se isola. Suas reações ficam estranhas e desajustadas – ele não esboça os sentimentos esperados diante de fatos tristes ou felizes.”

A doutora destaca que o diagnóstico precisa ser precoce e o tratamento é acessível à população.

Cenário em Porto Alegre

O coordenador da Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Giovane Salum, ressalta que existem, por mês, cerca de 100 internações na Capital e que mais três novos residenciais estão sendo construídos para receber as pessoas que não têm apoio familiar. “Já temos projetos em andamento para ampliar a estrutura de leitos e intensificar a qualificação de profissionais que atuam na área. Precisamos fazer um enfrentamento do estigma e conscientizar a população sobre o transtorno mental, e a Agafape tem sido nossa parceira nessa luta".

Programação

*Com informações CMPA

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